REINO UNIDO: Benefícios. O Fim?!


Not Welcome! DoormatComissão Europeia instaurou um processo contra o Reino Unido, alegando que o Governo se recusa a pagar subsídios da segurança social a milhares de cidadãos europeus que não são britânicos – incluindo romenos e búlgaros – que vivem no país.

* Matéria revisada * Revista Digital Fasano – Reino Unido *

A ação surge após dois anos de negociações infrutíferas entre a Comissão e o Governo do primeiro-ministro David Cameron sobre o pagamento de subsídio de desemprego e outros benefícios sociais e foi rotulado como “ocupação de terras” pelo secretário conservador do Trabalho e Pensões Iain Duncan Smith.

Segundo um novo relatório oficial, a vaga de imigração búlgara e romena em 2014 não deverá ser tão elevada como indicavam algumas estimativas anteriores. Mas o fato não é razão para se ignorarem as consequências que a imigração de longo prazo terá sobre o urbanismo e os serviços sociais, escreve o conservador “Daily Telegraph”.

Em 2014, quando forem levantadas as restrições temporárias impostas quando os dois países aderiram à União Europeia, o Reino Unido e outros países europeus abrirão os seus mercados de trabalho à Roménia e à Bulgária.

Os ministros [britânicos] deixaram claro que não podem fazer nada para impedir a entrada aos migrantes que queiram entrar no país: até a ideia de uma campanha publicitária destinada a convencer os candidatos a imigrantes de que, afinal, o Reino Unido não era propriamente um paraíso foi posta na prateleira.

Portanto, a questão não é como impedir novas chegadas mas sim se estaremos a fazer o suficiente para nos prepararmos para elas. Nessa matéria, a resposta é um categórico não.

É evidentemente difícil fazer estimativas realistas quanto à amplitude do afluxo, mas a última tentativa, realizada pelo Instituto Nacional de Investigação Económica e Social a pedido do Governo, leva a ineficácia ao extremo. Os autores concluem que “o Reino Unido não é um dos destinos preferidos” dos búlgaros e romenos, mas acrescenta que a situação poderá mudar.

E, sem apresentar nada que se assemelhe a uma estimativa de números, transmite a sensação global de que o número de entradas será bastante inferior às 50 mil por ano, previstas pelo grupo de reflexão MigrationWatch UK, e que não há motivos para grandes preocupações.

Menos grandiloquência e mais planeamento

O que é perigosamente complacente. Apesar de não se conhecer de facto qual o número de entradas, é sem dúvida melhor estar preparado demais do que não estar preparado. Mais uma vez, estamos em consonância com a falta de preparação mais genérica para as consequências da imigração.

Por exemplo, o elevado número de nascimentos alimentado pelas novas entradas submeteu a pressões terríveis as vagas nas escolas: mesmo sem um único visitante a mais, vindo de Sófia ou Bucareste, a Inglaterra continuará a precisar de 400 novas escolas primárias por ano, para resolver o problema.

O mesmo se pode dizer em relação aos serviços públicos.

Num importante trabalho publicado, na semana passada, neste jornal, Frank Field e Nicholas Soames sublinhavam que, mesmo que conseguíssemos restringir a imigração líquida a cerca de 40 mil por ano, o que colocaria a população no limite máximo de 70 milhões, continuaria a ser preciso construir “o equivalente a mais uma [cidade de] Birmingham, Manchester, Liverpool, Bradford, Leeds, Sheffield, Glasgow, Bristol e Oxford”, para arranjar espaço para os recém-chegados.

O problema é tão grave, defendiam os autores do artigo, que a UE poderia vir a ter de suspender a livre circulação de mão-de-obra durante os períodos de desemprego elevado.

Neste momento, são pouquíssimas as hipóteses de isso acontecer. Compete, por conseguinte, aos políticos – dos dois lados da Câmara dos Comuns – apostar um pouco menos na grandiloquência e muito mais no planeamento.

Têm de pensar numa forma não só de limitar a imigração mas também de garantir que, a nível local e nacional, os serviços públicos serão capazes de fazer face aos efeitos de um crescimento populacional inexorável, na nossa cada vez mais sobrepovoada ilha.

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